Lei Seca nos estádios gaúchos
Março 19, 2008 por giovannicaprio
Quem leu a Zero Hora, hoje, deve estar sabendo que a Assembléia aprovou um projeto proibindo a venda de bebidas alcoólicas nos estádios do RS, que tenham capacidade para mais de 5 mil lugares.
O projeto do Deputado Estadual Miki Breier, PSB, ainda está sujeito à aprovação da governadora Yeda Crusius.
Vocês devem estar se perguntando a opinião deste blogueiro. Pois bem, estou completamente de acordo com a proposta do deputado.
Sempre fui uma das pessoas que defendem a extinção das propagandas de bebida alcoólica da televisão. Assim como fizeram com o cigarro. Mas a propaganda é outra história, o que importa, aqui, é a venda em estádios de futebol. Na minha opinião o esporte não pode estar associado à nenhuma droga. Seja ela lícita(bebidas e cigarros) ou não.
É uma pena, por exemplo, que a maior competição de clubes do mundo tenha como patrocinador oficial um cerveja. Estou falando da Champions League, que tem como apoiador oficial a cerveja Heineken.
Não sou ingênuo, as bebidas são uma das, se não as maiores, fornecedoras de dinheiro no futebol. É um mal entranhado nas veias desse esporte.
Outra questão, sei que terão pessoas a me contrapor julgando a medida ditatorial e cerceadora da liberdada das pessoas de beberem nos estádios. Minha contra resposta é uma só: As pessoas, não todas óbviamente, passam do limite e causam tragédias, paciência se devemos punir a todos. Além do mais, a liberdade de beber e provocar confusões afastou muitas famílias dos estádios de futebol. Talvez elas possam voltar a partir de agora.

Lei Seca: Tim! Tim!
Este país é uma piada. Nunca na história deste país (não é, Lula?) existiu tanta ignorância. Vejam bem: o bar das torcidas organizadas vão vender em dobro ou mais, muitos já chegarão meio que torrados e outros completamente bêbados, outros beberão nos bares dos arredores e se não olharem para o relógio entrarão no estádio com certo atraso ou nem irão, pois, dormirão ali mesmo na cadeira, beijando uma ensebada mesa de bar, outros entrarão com uma garrafinha escondida, outros, amigos e clientes fiéis que são dos proprietários de certas lanchonetes do estádio, tratarão de dar um jeitinho (cuba libre ou outra mistura sem gelo e sem limão para não dar na vista - criatividade e prudência imperam nesta hora), isto sem contar com o fumacê, picos etc que está sempre presente, sempre entra e sempre entrará (e olha que é proibido) nos estádios de futebol dos brasileiros (e outros). Nem nos EUA a tal da Lei Seca deu o resultado esperado, Eliot Ness que o diga. A lei foi adotada nos Estados Unidos em 16 de janeiro de 1919, quando foi ratificada a 18ª Emenda à Constituição do país, entrando em vigor um ano depois, em 16 de janeiro de 1920. Em vez de surtir os efeitos previstos, acabou por se tornar um desastre. Com a fabricação clandestina, sem nenhuma fiscalização a qualidade da bebida caiu e, em vários casos acabou por prejudicar as pessoas, que ingeriam misturas tóxicas como óleo de cozinha com água de colônia, de fluído de isqueiro a sucos e xaropes rusticamente fermentados (cuidado: não estou repassando receitas e nem tente fazer isto em casa). Bem! Com a ilegalidade aumentou a proliferação de gangsters, bares clandestinos, mortes e a corrupção policial. Por outro lado e até onde eu sei,a bebida alcoólica não é proibida no Brasil como é a maconha e suas vizinhas. Não se pode também e nem é justo, punir quem não apronta, não briga e nem quebra tudo porque tomou uns goles e da mesma forma, creio que nem se pode punir alguém pelas atitudes de outrem, não sou da OAB, mas acho isto inconstitucional. Deve-se punir, SIM, com muita severidade e no rigor da “lei“ (?) os vândalos (que são uma minoria, inclusive proibindo de entrar nos estádios) e que com ou sem cachaça ou drogas no caco (questão de índole), agridem outras pessoas e danificam o patrimônio do Clube ou privado, o que não acontece no nosso país, haja impunidade. Daí parece que fica mais fácil inventar e tentar aplicar uma lei tola (fácil de ser burlada - tem lei que não pega) e que não vai resolver em nada para quem tem pavio curto e é bandidinho desde o ninho. Na dúvida, não duvide: Vide a lei seca durante as eleições no Brasil se, REALMENTE, funciona. Quem já não cansou de ver gente torrada na fila prontinho para votar e votando assim mesmo, TORRADINHO, TORRADINHO e isto, seja: antes ou depois de rolar àquele churrasquinho alcoólico caseiro na house ou no fundo do boteco do vizinho com as portas de aço abaixadas. Em dezembro de 1933, o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt RECONHECE A INSENSATEZ DA PROIBIÇÃO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS NO PAÍS e sancionou a emenda 21 em 5 de dezembro de 1933, levando boa parte do crime organizado à falência (aqui serão os bares da Arena é que abrirão falência, primeiro). Curiosidade: Será que o Lula no seu camarote privado no Parque Antártica, também não vai dar uns tapinhas na maldita antes, durante e depois de ver o seu diminuto corintians na segundona? Heim? Heim? Heim? Concluindo: Será mesmo que nem com os nossos erros (eleições) e nem com os erros dos outros (EUA), nós aprendemos? Haja, burrice! Todavia, assim sendo e por enquanto, mesmo que virtualmente falando : TIM! TIM!
O Sr. deve ser um ex-alcoólatra, ex-fumante e coisa e tal.
Se é o estado que deve me dizer quando eu devo ou não beber, creio que logo, logo também irá escolher se devo ou não me casar, em qual igreja, com quem devo ou não falar, se devo ou não ter filhos e assim por diante, é muita ingerência numa vida privada só. O mal deste país é a impunidade, não o fato de bebermos festiva e socialmente ou não. Parece que só os bêbados é que matam, os outros, não! Como dizia o Millor Fernandes: “Uma coisa é certa em favor dos bêbados: eu nunca vi um milhão de bêbados invadir um outro país para matar outro milhão de bêbados.
E aí vai mais um texto:
Culpa é da Loira
Juliano Ribas escreve todas as terças-feiras no Site Oficial do CAP
A Culpa é da Loira
Além do Airton Cordeiro, agora a loira gelada foi proibida de entrar no Clube Atlético Paranaense. Mas diferente do Cordeiro, que é persona non grata no nosso clube, a cerveja é muito bem vinda, não foi proibida pelo clube e vai fazer falta no primeiro jogo em casa depois da estúpida norma que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros.
Chegou a era do vira. Vira, vira, vira, virou. Vai ter uns caboclos virando tudo antes de ir pro estádio, entrando lá mais bêbado do que o normal, pra encarar noventa minutos sem nenhuma cervejinha pra diminuir a tensão de um jogo de futebol. Tem gente que não agüenta mesmo. Toma todas no tubão, ou nos botecos da cidade, e vai tomar o dobro, mais rápido e com mais intensidade. A grana guardada para ser gasta nos quiosques do interior da Arena será gasta antes. Vai ter gente muito mais bêbada entrando no estádio. Vão ter que botar um bafômetro pra medir cada torcedor, se quiserem impedir.
Refri e água e os lanches pra acompanhar é o que vai sobrar pras lojas da Arena venderem. O primeiro sintoma é a diminuição do lucro dos comerciantes. Depois, quem sabe uma renegociação nas taxas de aluguel ou o abandono do ponto.
Antes da Copa da Alemanha, em 2006, houve protesto com relação a cerveja servida nos estádios-sede. Mas não porque foi proibida, mas porque seriam da marca americana Budweiser, não das ótimas marcas dos alemães, povo que toma uma cerveja lascada e entende do assunto. Se, num evento como a Copa do Mundo, que atrai gente de todo mundo a seus belíssimos estádios, e há sérios problemas com hooligans e até possibilidades de atentados, a cerveja era vendida, por que no Campeonato Brasileiro, não? Bêbado gringo é menos bêbado que brasileiro? A porrada não comeu solta na Alemanha?
Ainda não há nenhum levantamento preciso e confiável de que a violência que ocorre entre torcidas tenha alguma relação com a bebida que é consumida dentro dos estádios. Isso é canetada pra fazer moral com a opinião pública em geral e encobrir o problema da impunidade de quem é sangue ruim e, mesmo matando, não vai preso. Em São Paulo, mataram um rapaz dentro da estação do metrô, foi tudo filmado, mas ninguém foi preso. Vão proibir de vender cerveja nas lojas do metrô? A Schincariol quente e sem álcool vendida nos estádios paulistas impediu que um rapaz perdesse a vida?
Naturalmente, bebida em excesso faz mal e leva as pessoas, desde a chatice aguda, até a selvageria, acidentes, crimes e bandalheira. Mas o que não falta é gente de bem que toma uma gelada eventualmente. Até o papa bebe.
Maldade com o brasileiro correto, que trabalha a semana toda e merece ver seu time jogar e comprar sua cervejinha se quiser. Ruim para o sócio do Atlético Paranaense, que, mesmo dentro de sua casa, onde manda, será privado de um direito.
Vai ser estranho ir na Baixada pra torcer e não poder nem tomar uma vendo o jogo com os amigos. Que os comerciantes da Arena movimentem-se judicialmente para ter direito de exercer as mesmas funções e obter a margem de lucro compatível com seus investimentos.
O clube receberá a cada jogo em torno de quinze mil pessoas, devido ao aumento no número de sócios. Infelizmente, com essa medida, os comerciantes da Arena não vão poder se beneficiar plenamente dessa
evolução na vida do clube, que é ter público grande e constante nos jogos em casa.
Barra-se a loira, mas os problemas com torcedores violentos continuarão sendo varridos pra baixo do tapete.
Algumas torcidas organizadas continuarão sendo milícias comandadas por marginais.
A apologia à violência continuará a fazer parte das músicas de muitas torcidas organizadas.
A pancadaria continuará a acontecer nos terminais e nas quebradas.
O país continuará a mostrar a sua inércia em relação à impunidade.
Mas pelo menos, já se encontrou alguém pra botar a culpa de tudo de ruim que ocorre e ninguém consegue resolver. Culpe-se a loira.
Ô! Sr Caprio, abra uma garrafa e deixe de falar asneiras. Relaxe!
Sr. Caprio, o senhor não sabe e nem tem idéia do que vão de famílias no estádio do Atlético Paranaense. Trata-se de um estádio completamente seguro, tem mais mulher mulheres que homens e muitas crianças, pode ser que na sua região seja diferente, aqui não. É um estádio de primeiro mundo. Vândalos tem em todo lugar e não precisam estar b~ebados para arrumar confusão. No estádio do Morumbi, com lei seca e tudo vendem, sim, a maldita nos camarotes e o povão leva o tal do gelinho batizado (grosellha com cachaça), quer saber, chega de impocrisia. E parta para outro assunto que deste você não entende.
A grande questão é que a bebida, sim, é um dos fatores que geram brigas nos estádios de futebol.
Pessoas mal intensionadas não vão bêbadas.Elas vão chapadas, cheiradas, fumadas (ou tudo junto).
A pequenas confusões tomam proporções gigantescas qunado se está alcoolizado. Inúmeros acidntes acontecem, principalmente com rojões no caso de estádios, justamente porque as pessoas estam bêbadas.
Sei que muitas pessoas vão burlar as regras, tentar entrar com a groselha batizada etc. Se pegas serão punidas(espera-se) e o número tenderá a diminuir, mesmo que apenas pelo tempo que este indivíduo estiver impedido de ir aos estádios.
O número de pessoas bêbadas no estádio diminuirá. Quanto aos que dormem no bar:ainda bem que durmam e fiquem por lá, sem entrar no estádio e provocar consuções.
Sr. Onha, Claro que sei que existem pessoas que bebem uma ou duas latinhas no estádio e não geram nenhum problema. A questão é que exitem, como tu bem disseste, os banderneiros que vão arranjar confusão de qualquer forma. Melhor deixá-los sós na tentatida de “apatifar” o futebol do que aumentar o contingente com bêbados, muitas vezes covardes, que encontram na bebida uma força psicológica incomensurável.