Vamos deixar de lado a questão arbitragem e partir para a tática.
O primeiro tempo italiano foi de total domínio da meia cancha…por parte dos brasileiros. Fácil explicar: a Itália tinha três jogadores nesse setor, já o Brasil tinha quatro. Pirlo, De Rossi e Montolivo não foram capazes de manter o domínio dessa parte do campo jogando contra Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Ronaldinho Gaúcho. Essa foi a razão do Brasil ter atacado mais no primeiro tempo. A idéia italiana de joar com três atacantes, sendo que dois deles( Di Natale e Pepe) deveriam fechar para o meio quando não estivessem com a bola não deu certo.
A segunda etapa foi diferente: Marcello Lippi mudou o time. Passou de três para dois atacantes (sendo que Rossi jogou por vezes no meio campo), colocou um jogador a mais no meio (Camoranesi) e tomou conta do setor. Dessa vez quem amassou foi a Itália, o Brasil só deu seu primeiro chute a gol aos 40 minutos da segunda etapa. O problema foi que o ataque italiano parou em Júlio Cesar, de grande atuação, e, quando fez o gol, subiu a bandeira do árbitro.
Não se pode fazer terra arrasada após esse jogo. Tive boas surpresas e me convenci de que a melhor solução seja manter a base campeã o mundo e mesclar com jovens.
Precisamos de um zagueiro, acredito que Chiellini e Bonera sejam boas opções. Cannavarro? Sempre achei que a última copa seria sua última mas o Vécchio está jogando bem. Nada comparável com a magnífica Copa de 2006, mas o capitão é o capitão.

Veterano Pirlo fez jogada infantil e entregou um gol mas ainda é o maestro do meio-campo




